COMENTÁRIO SOBRE O TEXTO "OS ULTRA-RICOS PREPARAM UM MUNDO PÓS HUMANO"

O texto de Rushkoff coloca em reflexão o individualismo de uma elite milionária diante de um possível futuro apocalíptico e como, para eles, a tecnologia poderia ser usada para sua própria sobrevivência sem pensar no coletivo ou em tentar evitar que se chegue numa situação tão catastrófica. Analisando, percebemos nesse grupo - as mesmas pessoas que provavelmente financiam ações corporativas responsáveis pela destruição da natureza e, portanto, responsáveis por tal fim da humanidade estar chegando - uma visão muito egoísta. Eles pretendem, com seu poder e dinheiro, garantir que as pessoas menos abastadas e que as novas tecnologias trabalhem a seu único e exclusivo favor durante e após esse futuro inevitável (na percepção deles). Com isso, aliando às discussões feitas em grupo, podemos perceber a mercantilização das pessoas e das relações sociais imposta por esses ultra-ricos: elas estão ali para atender interesses particulares e são tratadas como objetos descartáveis; as relações são artificiais, firmadas apenas enquanto interessa a quem possui o poder; e o trabalho desses prestadores de serviços é a sua única essência, eles são resumidos à essa função. Essa elite trabalha para adquirir cada vez mais dinheiro e, mesmo com a iminência de um evento apocalíptico, não são capazes de abrir mão desse lucro em detrimento do coletivo - tal riqueza e influência que, aliadas, poderia sim ter o poder de alterar o caminho autodestrutivo que a humanidade se encaminha. Porém, para finalizar, podemos ver que esse tipo de pensamento não é exclusivo dessa classe que está no topo: em esferas menores nossa sociedade como um todo pratica esse individualismo e a busca incessante pela riqueza, com o objetivo predominante de assegurar cada vez mais conforto para si próprio, sem concretamente ajudar os que estão em posição econômica mais baixa e sem pensar nas consequências para a natureza que tais ações podem provocar.

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